2005-07-20

a minha pancada pela fotografia

É sempre assim... Mais cedo ou mais tarde resolvemos armar-nos em artistas e achar piada às geringônças estanques que fazem uns retratos. Era eu um puto ainda quando me vieram parar às mãos uma Agfamatic 50 e uma Halina. Alguns anos mais tarde, entra pela casa adentro uma ASAHI PENTAX K2 . Um pedido que o meu pai fez, a um tio meu que se deslocava ao Japão. Não era nada comparada com a MINOLTA Hi-Matic 7 (1963) que ele tinha, com mais armadilhas que me comiam as pontas dos dedos ao calibrar a sensibilidade do rolo ou a mudar de fotograma. A "nova" com uma lente de 50mm a f/1.4 foi a melhor professora que me passou pelas mãos. A sua robustez e manejo eram qualidades mais que convidativas para um míudo com vontade de aprender algo mais do que simples fotos de viagens de família.
Um dia ainda a "artilhei" com uma Carl Zeiss Jena SuperZoom 75-300mm mas para um garoto, aconselhava-se um tripé e um disparador. O "coice" era demais para um míudo desprotegido e o seu meio quilo mais o quilo de máquina quase impossível de suster em exposições mais longas. Decidi arriscar por outra que me desse "menos coices". Adquiri uma Olympus IS-1000 acabadinha de estrear a nível nacional.

A PHOTO fartava-se de dizer maravilhas e eu fui atrás disso. E fartei-me de dizer maravilhas até ao dia em que ma gamaram. Quer dizer, ainda digo maravilhas da máquina, embora em pensamento. Fazia o que um gajo queria sem termos de fazer muitas contas. Dava luta experimentar as suas potencialidades da mesma forma que dava luta regatear o preço das pilhas que a sustentavam. Normalmente ficava-me pela primeira opção de gozo...

Com esta perda, voltei para a PENTAX, a mesma que me dava coices. E andei com ela o tempo que pude até notar uma manchas esquisitas sempre nos mesmos sítios nas fotos. A humidade tinha-a atacado com força, os fungos acharam que aquelas lentes eram um habitat porreiro e passei-me para mais uma concorrencia. Como as finanças andvam um pouco aquém daquelas que eu tinha em sonhos, adquiri uma CANON EOS300. Muito "boa" para poder retomar o vício, mas com a chegada do digital, foi um ano régio que só acabou com o golpe que a SONY DSC-F717 desferiu.